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08.01.2012

Fonética da lingua portuguesa

Filed under: Португалски език — 4uzdiezici @ 12:28

1.1. Fonema e letra

A palavra falada constitui-se de uma combinação de unidades mínimas de som (fonemas). Essas unidades sonoras são representadas graficamente na escrita através de letras. Não se deve confundir fonema com letra. Um é o elemento acústico, enquanto o outro é um sinal gráfico, que representa o fonema segundo a convenção da língua.

Nem sempre há uma correspondência entre letra e som. Uma mesma letra pode representar sons diferenciados (próximo, exame, caixa), existem letras diferentes correspondendo ao mesmo som (seco, cedo, laço, próximo), uma letra pode representar mais de um som (fixo), há letra que não tem som algum (hora) e certos sons ora são representados por uma só letra, ora por duas (xícara/chinelo, gato/guitarra, rabo/carro).

fonema = menor elemento sonoro capaz de estabelecer distinção de significado.

(pata ≠ bata ≠ mata ≠ nata …)

1.2. Tipos de fonemas

  • vogal – sons cuja produção não encontra obstáculos para a passagem de ar. Não precisam de amparo de outro fonema para serem emitidos, constituem assim a base da sílaba. Em quilo o u não é fonema, logo não há ditongo; já em quatro é pronunciado, constituindo o ditongo.
  • semivogal – sons i e u quando apoiados em uma vogal autêntica na mesma sílaba. Os fonemas e e o, nas mesmas circunstâncias, também serão semivogais.
  • consoante – fonemas produzidos através da obstrução à emissão de ar, precisando de uma vogal para serem emitidos. Para haver consoante, é necessário o fonema (som) e não a letra (representação). Em fixo, há três fonemas consonantais, apesar de haver graficamente só duas consoantes.

1.3. Classificação dos fonemas

Há quatro os critérios de classificação para as vogais:

  • zona de articulação
    • média ou central: a
    • anteriores ou palatais: é, ê, i
    • posteriores ou velares: ó, ô, u
  • intensidade
    • tônicas: mais intensidade
    • átonas: intensidade fraca
    • a vogal átona pode ser: pretônica, postônica ou subtônica / facilmente = a (subton.), i (preton.), último e (poston.)
  • timbre
    • abertas – a, é, ó (em sílaba tônica ou subtônica)
    • fechadas – ê, ô, i, u (em sílabas tônicas, subtônicas ou átonas)
    • reduzidas – vogais átonas finais, proferidas fracamente
  • papel das cavidades bucal e nasal
    • orais – a, é, ê, i, ó, ô, u – ressonância apenas da boca
    • nasais – todas as vogais nasalisadas – ressonância em parte da cavidade nasal. Índices de nasalidade: ~ e m ou n em fim de sílaba.
Observação
as vogais nasais são sempre fechadas

As consoantes também apresentam quatro critérios de classificação

  • modo de articulação
    • oclusivas – corrente de ar encontra na boca obstáculo total – p, b, t, d, c(=k) e q, g (=guê)
    • constritivas – corrente de ar encontra obstáculo parcial na boca – f, v, s, z, x, j, l, lh, r, rr. Elas subdividem-se em: fricativas – f, v, s, z, x, j / laterais – l, lh / vibrantes – r, rr
Observação
as consoantes nasais (m, n, nh) são ponto de divergência entre gramáticos, no tocante a agrupá-las como oclusivas ou constritivas. Isso se deve ao fato de a oclusão ser apenas bucal, chegando o ar às fossas nasais onde ressoa. Para Faraco e Moura, são oclusivas. Hildebrando não as coloca em nenhum dos dois grupos.
  • ponto de articulação
    • bilabiais – p, b, m
    • labiodentais – f, v
    • linguodentais – t, d, n
    • alveolares – s, z, l, r
    • palatais – x, j, lh, nh
    • velares – c(=k), qu, g (=guê), rr
  • papel das cordas vocais
    • surdas – sem vibração – p, t, c(=k), qu, f, s, x
    • sonoras – com vibração – b, d, g, v, z, j, l, lh, m, n, nh, r (fraca), rr (forte)
  • papel das cavidades bucal e nasal
    • nasais – m, n, nh
    • orais – todas as outras

1.4. Resumo da classificação das consoantes

1.5. Separação silábica

Sílaba – conjunto de sons que pode ser emitido numa só expiração. Pode ser aberta ou fechada se terminada por vogal ou consoante, respectivamente.

Na estrutura da sílaba existe, necessariamente, uma vogal, à qual se juntam, ou não, semivogais e/ou consoantes. Assim, não há sílaba sem vogal e esse é o único fonema que, sozinho, forma sílaba.

A maneira mais fácil para separar as sílabas é pronunciar a palavra lentamente, de forma melódica.

Toda consoante precedida de vogal forma sílaba com a vogal seguinte. Merece a lembrança de que m e n podem ser índices de nasalização da vogal anterior, acompanhando-a na sílaba. (ja-ne-la, su-bu-ma-no, é-ti-co, tran-sa-ma-zô-ni-ca; mas bom-ba, sen-ti-do)

Consoante inicial não seguida de vogal fica na sílaba seguinte (pneu-má-ti-co, mne-mô-ni-co). Se a consoante não seguida de vogal estiver dentro do vocábulo, ela fica na sílaba precedente (ap-to, rit-mo).

Os ditongos e tritongos não se separam, porém no hiato cada vogal está numa sílaba diferente.

Os dígrafos do h e do u também são inseparáveis, os demais devem ser separados. (cha-ve, ne-nhum, a-qui-lo, se-gue)

Em geral, os grupos consonantais onde a segunda letra é l ou r não se separam. (bra-ço, a-tle-ta)

Em sufixos terminados por consoante + palavra iniciada por vogal, há união dessa consoante final com a vogal, não se considerando a integridade do elemento mórfico (bi-sa-vô ≠ bis-ne-to, tran-sa-cio-nal ≠ trans-pa-ren-te).

As letras duplas e os encontros consonantais pronunciados disjuntamente devem ser separados. (oc-cip-tal, ca-a-tin-ga, ad-vo-ga-do, dig-no, sub-li-nhar, ab-ro-gar, ab-rup-to)

Na translineação, devem-se evitar separações que resultem no fim de uma linha ou no início da outra vogais isoladas ou termos grosseiros. (i//déi//a, cus//toso, puta//tivo, fede//ral)

Dependendo da quantidade de sílabas, as palavras podem ser classificadas em: monossílaba (mono = um), dissílaba (di = dois), trissílaba (tri = três) e polissílaba (poli = vários / + de quatro)

1.6. Encontro vocálico

Seqüência de sons vocálicos (vogais e/ou semivogais) que pode ocorrer numa mesma sílaba ou em sílabas separadas. As vogais serão as pronunciadas mais fortes, enquanto as semivogais serão mais fracas na emissão e sempre átonas. São três tipos de encontros vocálicos: hiatos, ditongos e tritongos.

  • hiatos

seqüência de duas vogais em sílabas diferentes. (saúde, cooperar, ruim, crêem)

  • ditongos

vogal e semivogal pronunciadas numa só sílaba, independente da ordem destas. Estes podem ser classificados em decrescentes ou crescentes e orais ou nasais.

  • dit. crescente – SV + V (glória, qual, freqüente, tênue)
  • dit. decrescente – V + SV (pai, chapéu, muito, mãe)
  • dit. nasal – com índices claros de nasalidade: a presença de ~ e as letras m ou n em fim de sílaba (mão, quando, também [~ei])
  • dit. oral – os ditongos não nasais são ditos orais.
  • tritongos

uma vogal entre duas semivogais numa só sílaba. (Uruguai, saguões, enxaguou, delinqüem [ueim])

Também podem ser classificados em nasais ou orais, seguindo os mesmos princípios dos ditongos.

Observações
  • a é sempre vogal e se estiver acompanhada de outra(s) „vogal“ na mesma sílaba, esta será semivogal.
  • i e u geralmente funcionam como semivogais, mas e e o podem também desempenhar este papel.
  • am / em, em fim de palavra, correspondem aos ditongos ao / ei nasalisados
  • falsos ditongos – quando átonos finais, os encontros (ia, ie, io, oa e ua) são normalmente ditongos crescentes, mas também podem ser hiatos. Se esses grupos não forem finais nem átonos, só podem ser hiatos. (his-tó-ria ou ri-a, geo-gra-fi-a, di-e-ta, di-á-li-se, pi-ru-á – marcadas as sílabas tônicas).
  • encontros instáveis – além dos falsos ditongos, são os encontros de i ou u (átonos) com a vogal seguinte (piaga, fel, prior, muar, suor, crueldade, violento, persuadir). Tais encontros, na fala do RJ, tendem a hiatos, segundo Rocha Lima.
  • os encontros de palavras como praia, maio, feio, goiaba e baleia são separados de forma a criar um ditongo e uma vogal sozinha depois.

1.7. Encontro consonantal

Seqüência de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, desde que não constituam dígrafo. Podem ocorrer na mesma sílaba ou não (perfeitos/próprios ou imperfeitos/impróprios) – pe-dra, cla-ro, por-ta, lis-ta.

Os encontros (gn, mn, pn, ps, pt e tm) não são muito comuns. Quando iniciais, são inseparáveis. Quando mediais, criam uma pronúncia mais difícil. (gnomo/digno, ptialina/apto). No uso coloquial, há uma tendência a destruir esse encontro, inserindo uma vogal epentética i.

Observação
quando x corresponde a cs, há um encontro consonantal fonético. Nesse caso, x é chamado de dífono.

1.8. Dígrafo

Grupo de duas letras, representando um só fonema. São dígrafos em língua portuguesa: lh, nh, ch, rr, ss, qu (+e ou i), gu (+e ou i), sc, sç, xc, além das vogais nasais (V+m ou n – chamados dígrafos vocálicos)

Observações
letra diacrítica – segunda letra do dígrafo e não é fonema (membro – 1º m é fonema; o segundo, letra diacrítica). Letra h no início de palavra não é fonema nem forma dígrafo e classifica-se como letra etimológica.

 

 

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