Блог за чужди езици

08.01.2012

Análise mórfica da lingua portuguesa

Filed under: Португалски език — 4uzdiezici @ 12:57
  • Raiz – morfema lexical originário, irredutível, geralmente monossilábico, que contém o núcleo significativo comum às palavras cognatas ou de mesma família. Por sofrerem muitas alterações e serem de difícil delimitação, as análises trabalham basicamente com os radicais.
  • Radical – morfema lexical que se opõe aos outros de derivação e flexão numa palavra (galo, galinha, galináceo). Alguns vocábulos são constituídos apenas por radical (lápis, mar, hoje). Na prática, pode-se fazer distinção entre diversos níveis de radicais, sendo o radical primário a raiz (desregularizar – desregulariz > regulariz > regul > reg – são 4 níveis de radicais ditos primário, secundário …)
  • Vogal temática – vogal que, em alguns casos, agrega-se ao radical, preparando-o para receber as desinências. Nos verbos, indicam a conjugação verbal (1ª -a, 2ª -e, 3ª -i), e são átonas (-a, -e, -o) nos nomes.
  • Tema – união de radical mais vogal temática. Nos nomes, o tema é mais evidente em derivados de verbos (caça-dor / ferve-nte)
Observação
formas atemáticas – terminadas em cons. ou vog. tônica (mar, café), constituem-se apenas de radical.
  • Desinências – apóiam-se ao radical para marcar as flexões gramaticais. Podem ser nominais ou verbais:
    • nominais – indicam flexões de gênero e número dos nomes (gat-a e gato-s)
    • verbais – indicam tempo e modo (modo-temporais) ou pessoa e número (número-pessoais) dos verbos.
  • Afixos – morfemas derivacionais (gramaticais) agregados ao radical para formar palavras novas.
    • prefixo – antes do radical (infeliz)
    • sufixo – depois do radical (felizmente)
  • Vogal e consoante de ligação – elementos mórficos insignificativos que surgem para facilitar ou até possibilitar a pronúncia de determinadas construções (silv-í-cola, pe-z-inho, pobre-t-ão, gas-eificar, rat-i-cida, rod-o-via)
  • Alomorfes – são as variações que os morfemas sofrem (amaria – amaríeis; feliz – felicidade)
Observações
  • Cegalla divide os elementos estruturais: raiz / radical / tema (elementos básicos e significativos) + afixos / desinências / VT (elementos modificadores da signficação dos primeiros) + vogal e consoante de ligação (elementos de ligação, eufônicos, não são morfemas)
  • nomes terminados por r, z, s (oxítonas) ou l apresentam vogal temática só no plural (anima -i-s)
  • grau não é flexão, por que os elementos que o caracterizam não são desinências. Os sufixos usados na construção de graus podem sofrer flexões (menin-inh-a-s)

1. Morfemas

Unidades mínimas de significação, integrantes da palavra, que não admitem subdivisão em unidades significativas menores. Quanto à significação, podem ser:

  • morfemas lexicais (lexemas ou semantemas) de significação externa, série aberta.
  • morfemas gramaticais (gramemas ou formantes) de significação interna, relacionados ao universo lingüístico, série fechada.

Resumo esquemático:

  • Vogais temáticas

Conj.

VT

VT alom.

Exemplos

1a. A E / O falei, falou (pret. perf. Ind.)
2a. E I temia (pret. imp.. Ind.), temido (Part.)
3a. I E partes, parte, partem (pres. Ind.)
Observações
  • 1a. pessoa do singular do presente do Indicativo e todo o presente do Subjuntivo têm VT = ø
  • o elemento o da 1a. pessoa do singular do presente do Indicativo é DNP
  • os elementos e e a do presente do subjuntivo são DMT
  • DMT Indicativo

Tempo

DMT

DMT alom.

Exemplos

Pres. amo, amas
Pretérito perfeito amei, amaste
Imp. (1a. conj.) VA VE (vós) amava, amáveis
Imp (2ª e 3ª conj.) A E (vós) temia, temíeis
+-que-perf RA (át.) RE (vós) amara, amaríeis
Futuro Pres. RA (tôn.) RE (eu, nós, vós) amará, amarei
Futuro Prét. RIA RIE (vós) amaria, amaríeis
  • DMT Subjuntivo

Tempo

DMT

DMT alom.

Exemplos

Pres. (1ª conj.) E ame, ames
Pres. (2ª conj.) A tema, parta
Imp. SSE amasse, partisse
Futuro R amar, amares
  • DNP Geral

Pessoa

DNP

DNP alom.

Exemplos

1ª sing. O / ø I / U sei, vou, sou
2ª sing. S ES amares, andares
3ª sing. ø ama, temeria
1ª pl. MOS amássemos, tememo s
2ª pl. IS DES amais, amardes
3ª pl. M EM, nasalidade + O amarem, amarão
  • DNP Pretérito perfeito Indicativo

Pessoa

DNP

DNP alom.

Exemplos

1a. sing. I ø amei, temi, fiz, pus
2a. sing. STE amaste, temeste
3a. sing. U ø amou, temeu, fez, pôs
1a. pl. MOS amamos, tememos
2a. pl. STES amastes, temestes
3a. pl. RAM amaram, temeram
  • Formas nominais

 

DMT

DMT alom.

Exemplos

Infinitivo R amar, temer, partir
Gerúndio NDO amando, vendendo
Particípio DO TO, STO, SO, etc. amado, feito, visto
Observações
  • DNP para pretérito perfeito do Indicativo é cumulativa (indica também modo e tempo)
  • DNP alomórfica no pretérito perfeito é marcada pela sua ausência na 1ª e 3ª pessoas do singular (fiz, fez, pus, pôs, disse, trouxe)

2. Significado das palavras através dos elementos mórficos

Pode-se identificar o significado de algumas palavras através de seus elementos estruturadores. Assim, o conhecimento de palavras cognatas auxilia não só na delimitação dos elementos mórficos, mas também na descoberta do significado de um vocábulo desconhecido.

Aqui seguem algumas palavras com seus elementos formadores e sua significação. Entretanto, a quantidade de prefixos, sufixos e radicais é grande e seus significados também múltiplos, merecendo um estudo mais aprofundado.

  • Prefixos:
ambi duplicidade ambíguo, ambidestro
bene/bem/ben bem, muito bom beneficente, benfeitor
cis do lado de cá, aquém cisplatino
de de cima para baixo decrescer, declive
justa ao lado justaposição
ob em frente obstáculo
per movimento através perfurar, percorrer
pro para frente, em lugar de progresso, pronome, prólogo
sesqui um e meio sesquicentenário
vice/vis no lugar de, inferior a vice-presidente, visconde
anfi em torno, duplicidade anfiteatro, anfíbio
arqui/arc/arque/arce superioridade arcebispo, arcanjo, arqueduque
catá de cima para baixo catálogo
dis dificuldade, mau estado disenteria, dispnéia
endo/end interior, movimento para dentro endovenoso
epi superior, posterioridade epiderme, epitáfio, epílogo
eu/ev bem, bom eufonia, evangelho, eufemismo
hipó inferior, escassez hipocrisia, hipodérmico
sin/sim/si simultaneidade, companhia sinfonia, sílaba
  • Sufixos:

Por sua natureza formadora, podem ser nominais, verbais e adverbiais.

  • Nominais (substantivos e adjetivos):

agente, profissão – vendedor, inspetor, padeiro, manobrista, bibliotecário

ação ou resultado de ação – martelada, aprendizagem, matança, casamento, formatura

qualidade, estado – maldade, patriotismo, surdez, delicadeza, loucura

doença, inflamação – cefaléia, anemia, apendic ite, tuberculose

lugar – oratório, bebedouro, principado, orfanato, padaria

ciência, técnica, doutrina – geografia, estética, cristianismo

feito de, parece com – argênteo, ósseo, aquilino

coleção, aglomeração – cafezal, arvoredo, cabeleira

aumentativo – bocarra, cabeçorra, casarão, homenzarrão

diminutivo – riacho, viela, camarim, portinhola, homúnculo

  • Verbais:

verbos freqüentativos (que se repete) – espicaçar, pestanejar

verbos diminutivos (ação diminutiva) – petiscar, chuviscar, pinicar

verbos incoativos (início de ação ou passagem para novo estado ou qualidade) – amanhecer, florescer

verbos causativos (ação que deve ser praticada ou dar certa qualidade a uma coisa) – canalizar, debilitar, esquentar

  • Adverbiais:

-mente – felizmente, bondosamente

  • Radicais:

O significado de alguns radicais.

  • 1o. elemento:

acrópole, acrofobia – alto

agricultura – campo

anemômetro – vento

apicultura – abelha

asterisco, asteróide – estrela

cacofonia – mau

caligrafia – belo

eneágono – nove

equivalência – igual

filologia, filarmônica – amigo

fisionomia, fisiologia – natureza

fotofobia, fotosfera – fogo/luz

heterossexual, heterogêneo – outro

isósceles – igual

locomotiva – lugar

megalomaníaco – grande

misantropo – ódio

mitologia – fábula

necropsia – morto

onomatopéia – nome

ornitologia – ave

oxítono – agudo/penetrante

pan-americano – todos

patologia – sentimento/doença

peleografia – antigo

pirotecnia – fogo

pisciforme – peixe

plutocracia – riqueza

pneumático – ar/sopro

quiromancia – mão

retângulo – reto

tipografia – figura/marca

  • 2o. elemento:

anagrama – escrita/letra

antropofagia – ato de comer

astronomia – lei/regra

autônomo, metrônomo – que regula

barítono, monótono – tensão/tom

bibliofilia – amizade

cartomancia – adivinhação

centrífugo – que foge ou faz fugir

demagogo – que conduz/leva

democracia – poder

diálogo, psicólogo – palavra/estudo

frutífero – que produz ou faz

helicóptero – asa

heterodoxo – que opina

heterogêneo – que gera

lobotomia – corte/divisão

microscópio – examinar/ver

monarca – que comanda

neurastenia – debilidade

nevralgia – dor

ovíparo – que produz

xenofobia, hidrofobia – ódio/temor

3. Processos de formação de palavras

As palavras estão em constante processo de evolução, tornando a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Alguns vocábulos caem em desuso (arcaísmos), outros nascem (neologismos) e muitos mudam de significado com o passar do tempo.

Em Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das palavras, pode-se chegar à seguinte divisão:

  • palavras primitivas – não derivam de outras (casa, flor)
  • palavras derivadas – derivam de outras (casebre, florzinha)
  • palavras simples – só possuem um radical (couve, flor)
  • palavras compostas – possuem mais de um radical (couve-flor, aguardente)

Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conhecimento dos seguintes processos de formação:

  • Composição – junção de radicais. São dois tipos de composição, em função de ter havido ou não alteração fonética.
    • justaposição – sem alteração fonética (girassol, sexta-feira)
    • aglutinação – alteração fonética, com perda de elementos (planalto, pernalta). Gera perda da delimitação vocabular e a existência de um único acento fônico
  • Derivação – palavra primitiva (1 radical) acrescida, geralmente, de afixos. São cinco tipos de derivação.
    • prefixal – acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-feliz, des-leal)
    • sufixal – acréscimo de sufixo à palavra primitiva (feliz-mente, leal-dade)
    • parassintética ou parassíntese – acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo, ao mesmo tempo, à palavra primitiva (en+surdo+ecer / a+benção+ado / en+forca+ar). Por esse processo se forma essencialmente verbos, de base substantiva ou adjetiva; mas há parassintéticos de outras classes (subterrâneo, desnaturado)
Observação
se com a retirada do prefixo ou do sufixo não existir aquela palavra na língua, houve parassíntese (infeliz existe e felizmente existe, logo houve prefixação e sufixação em infelizmente; ensurde não existe e surdecer também não existe, logo ensurdecer foi formada por parassíntese)
  • regressiva ou deverbal – redução da palavra primitiva (frangão > frango gajão > gajo, rosmaninho > rosmano, sarampão > sarampo, delegado >delega, flagrante > flagra, comunista>comuna). Cria substantivos, que denotam ação, derivados de verbos, daí ser chamado também derivação deverbal (amparo, choro, vôo, corte, destaque, conserva, fala, pesca, visita, denúncia etc.).
Observação
para determinar se a palavra primitiva é o verbo ou o substantivo cognato, usa-se o seguinte critério: substantivo denotando ação constitui-se em palavra derivada do verbo, mas se o substantivo denotar objeto ou substância será primitivo (ajudar > ajuda, estudar > estudo ≠ planta > plantar, âncora > ancorar)
  • imprópria ou conversão – alteração da classe gramatical da palavra primitiva („o jantar“ – de verbo para substantivo, „é um judas“ – de substantivo próprio a comum, damasco por Damasco)
  • Hibridismo – são palavras compostas, ou derivadas, constituídas por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo- gr e lat / sociologia, bígamo, bicicleta – lat e gr / alcalóide, alcoômetro – ár. e gr. / caiporismo – tupi e gr. / bananal – afric e lat. / sambódromo – afric e gr / burocracia – fran e gr)
  • Onomatopéia – reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zunzum, miau, zinzizular)
  • Abreviação vocabular – redução da palavra até o limite de sua compreensão (metrô, moto, pneu, extra)
  • Siglonimização – formação de siglas, utilizando as letras iniciais de uma seqüência de palavras (Academia Brasileira de Letras – ABL). A partir de siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista, uergiano)

 

 

 

Advertisements

Вашият коментар »

Все още няма коментари.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Вашият коментар

Попълнете полетата по-долу или кликнете върху икона, за да влезете:

WordPress.com лого

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Промяна )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Промяна )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Промяна )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Промяна )

Connecting to %s

%d bloggers like this: