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08.01.2012

Ortografia da lingua portuguesa

Filed under: Португалски език — 4uzdiezici @ 12:52

1. Algumas regras ortográficas

  • Escreve -se com S e não com C/Ç as palavras substantivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent.

Ex.: pretender – pretensão / expandir – expansão / ascender – ascensão / inverter – inversão / aspergir aspersão / submergir – submersão / divertir – diversão / impelir – impulsivo / compelir – compulsório / repelir – repulsa / recorrer – recurso / discorrer – discurso / sentir – sensível / consentir – consensual

  • Escreve -se com S e não com Z
    • nos sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos.

Ex.: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.

  • nos sufixos gregos: ase, ese, ise e ose.

Ex.: catequese, metamorfose.

  • nas formas verbais pôr e querer.

Ex.: pôs, pus, quisera, quis, quiseste.

  • nomes derivados de verbos com radicais terminados em d.

Ex.: aludir – alusão / decidir – decisão / empreender – empresa / difundir – difusão

  • no diminutivos cujos radicais terminam com s

Ex.: Luís – Luisinho / Rosa – Rosinha / lápis – lapisinho

  • após ditongos

Ex.: coisa, pausa, pouso

  • em verbos derivados de nomes cujo radical termina com s.

Ex.: anális(e) + ar – analisar / pesquis(a) + ar – pesquisar

  • Escreve-se com SS e não com C e Ç.
    • os nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com verbos terminados por tir ou meter

Ex.: agredir – agressivo / imprimir – impressão / admitir – admissão / ceder – cessão / exceder – excesso / percutir – percussão / regredir – regressão / oprimir – opressão / comprometer – compromisso / submeter – submissão

  • quando o prefixo termina com vogal que se junta com a palavra iniciada por s

Ex.: a + simétrico – assimétrico / re + surgir – ressurgir

  • no pretérito imperfeito simples do subjuntivo

Ex.: ficasse, falasse

  • Escreve -se com C ou Ç e não com S e SS.
    • nos vocábulos de origem árabe

cetim, açucena, açúcar

  • nos vocábulos de origem tupi, africana ou exótica

Ex.: cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique

  • nos sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu.

Ex.: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, esperança, carapuça, dentuço

  • nomes derivados do verbo ter.

Ex.: abster – abstenção / deter – detenção / ater – atenção / reter – retenção

  • após ditongos

Ex.: foice, coice, traição

  • palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r)

Ex.: marte – marciano / infrator – infração / absorto – absorção

  • Escreve -se com Z e não com S.
    • nos sufixos ez e eza das palavras derivadas de adjetivo

Ex.: macio – maciez / rico – riqueza

  • nos sufixos izar (desde que o radical da palavra de origem não termine com s)

Ex.: final – finalizar / concreto – concretizar

  • como consoante de ligação se o radical não terminar com s.

Ex.: pé + inho – pezinho / café + al – cafezal ≠ lápis + inho – lapisinho

  • Escreve -se com G e não com J
    • nas palavras de origem grega ou árabe

Ex.: tigela, girafa, gesso.

  • estrangeirismo, cuja letra G é originária.

Ex.: sargento, gim.

  • nas terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas exceções)

Ex.: imagem, vertigem, penugem, bege, foge.

Observação
Exceção: pajem
  • nas terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio.

Ex.: sufrágio, sortilégio, litígio, relógio, refúgio.

  • nos verbos terminados em ger e gir.

Ex.: eleger, mugir.

  • depois da letra “r” com poucas exceções.

emergir, surgir.

  • depois da letra a, desde que não seja radical terminado com j.

Ex.: ágil, agente.

  • Escreve -se com J e não com G
    • nas palavras de origem latinas

Ex.: jeito, majestade, hoje.

  • nas palavras de origem árabe, africana ou exótica.

Ex.: alforje, jibóia, manjerona.

  • nas palavras terminada com aje.

Ex.: laje, ultraje

  • Escreve -se com X e não com CH.
    • nas palavras de origem tupi, africana ou exótica.

Ex. abacaxi, muxoxo, xucro.

  • nas palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J).

Ex.: xampu, lagartixa.

  • depois de ditongo.

Ex.: frouxo, feixe.

  • depois de en.

Ex.: enxurrada, enxoval

Observação
Exceção: quando a palavra de origem não derive de outra iniciada com ch – Cheio – enchente)
  • Escreve -se com CH e não com X.

Nas palavras de origem estrangeira

Ex.: chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.

2. Curiosidades ortográficas

2.1. A fim ou afim?

Escrevemos afim, quando queremos dizer semelhante. (O gosto dela era afim ao da turma.)

Escrevemos a fim (de), quando queremos indicar finalidade. (Veio a fim de conhecer os parentes. / Pensemos bastante, a fim de que respondamos certo. / Ela não está a fim do rapaz.)

2.2. A par ou ao par?

A expressão ao par significa sem ágio no câmbio. Portanto, se quisermos utilizar esse tipo de expressão, significando ciente, deveremos escrever a par.

Fiquei a par dos fatos. / A moça não está a par do assunto.

2.3. A cerca de, acerca de ou há cerca de?

A cerca de significa a uma distância. (Teresópolis fica a cerca de uma hora de carro do Rio.)

Acerca de – significa sobre. (Conversamos acerca de política.)

Há cerca de – significa que faz ou existe(m) aproximadamente. (Mudei-me para este apartamento há cerca de oito anos. / Há cerca de doze mil candidatos, concorrendo às vagas.)

2.4. Ao encontro de ou de encontro a?

Ao encontro de – quer dizer favorável a, para junto de. (Vamos ao encontro dos nossos amigos. / Isso vem ao encontro dos anseios da turma.)

De encontro a – quer dizer contra. (Um automóvel foi de encontro a outro. / Este ato desagradou aos funcionários, porque veio de encontro às suas aspirações.)

2.5. Há ou a?

Quando nos referimos a um determinado espaço de tempo, podemos escrever há ou a, nas seguintes situações:

Há – quando o espaço de tempo já tiver decorrido. (Ela saiu há dez minutos.)

A – quando o espaço de tempo ainda não transcorreu. (Ela voltará daqui a dez minutos.)

2.6. Haver ou ter?

Embora usado largamente na fala diária, a gramática não aceita a substituição do verbo haver pelo ter. Deve-se dizer, portanto, não havia mais leite na padaria.

2.7. Se não ou senão?

Emprega-se o primeiro, quando o se pode ser substituído por caso ou na hipótese de que.

Se não chover, viajarei amanhã (= caso não chova – ou na hipótese de que não chova, viajarei amanhã).

Se não se tratar dessa alternativa, a expressão sempre se escreverá com uma só palavra: senão.

Vá de uma vez, senão você vai se atrasar. (senão = caso contrário). / Nada mais havia a fazer senão conformar-se com a situação (senão = a não ser). / „As pedras achadas pelo bandeirante não eram esmeraldas, senão turmalinas, puras turmalinas“ (senão = mas). / Não havia um senão naquele rapaz. (senão = defeito).

2.8. Haja vista ou haja visto?

Apenas a primeira opção é correta, porque a palavra „vista“, nessa expressão, é invariável.

Haja vista o trágico acontecimento… (hajam vista os acontecimentos…)

2.9. Em vez de ou ao invés de?

A expressão em vez de significa em lugar de. (Hoje, Pedro foi em vez de Paulo. / Em vez de você, vou eu para Petrópolis.)

A expressão ao invés de significa ao contrário de. (Ao invés de proteger, resolveu não assumir. / Ao invés de melhorar, sua atitude piorou a situação.)

3. Ortoépia ou ortoepia

Ocupa-se da boa pronunciação das palavras, no ato da fala.

  • E ou I – confessionário, digladiar, anteontem, pontiagudo, irrequieto, dentifrício, empecilho, periquito, páreo, creolina, disenteria, irrequieto, lacrimogêneo, seriema, umedecer, Ifigênia
  • O ou U – tossir, glóbulo, botijão, engolir, goela, cutia, bueiro, jabuticaba, lombriga, poleiro, rebuliço, cumbuca, lóbulo, tábua, tabuada
  • J ou G – jerico, cafajeste, rabugento, tigela, bugiganga, ojeriza, jérsei, sarjeta, vigência, injeção, sugestão, gergelim, herege
  • X ou CH – muxoxo, capacho, mexilhão, elixir, xampu, graxa, broche, enxoval, laxante, atarraxar, caxumba
  • C ou Ç – geringonça, almaço, facínora, miçanga, cobiça
  • Com S – ânsia, ansioso, ascensão, compreensão, dissensão, hortênsia, obsessão, pretensioso, recenseamento, seara, Sintra, Elisa, Sousa, Teresa
  • Com SS – admissão, alvíssaras, arremessar, asseio, concessão, escassear, fossa, fosso, massapê, possessão, potassa, repercussão, sanguessuga, vicissitude
  • Com SC/SÇ – abscesso, abscissa, apascentar, aquiescer, ascensão, condescender, cônscio, convalescente, efervescência, enrubescer, fascinante, imprescindível, intumescer, miscelânea, obsceno, oscilar, remanescente, rescindir, suscetível, vísceras
  • Com XC – exceção, exceder, excelente, excepcional, excesso, exceto, excitar
  • Com Z – abalizado, agonizar, algazarra, aneizinhos, aprazível, aspereza, atroz, baliza, cafuzo, catequizar, deslize, destreza, escassez, lambuzar, Luzia, Muniz, prazenteiro, preconizar, regozijo, revezar, rijeza, tenaz, tez, vazar
  • Outras palavras que merecem atenção: destilaria, hilaridade, impigem, Manuel, Filipe, Joaquim, secessão, buço, granizo, esplêndido, feixe, alfazema, honradez, lapisinho, baliza, prazerosamente, anchova, cochicho, privilégio, berinjela, pichação, lambujem, sinusite, seringa, ogiva, cerzir, convalescença, mormaço, obcecado, rechaçar, ruço (=grisalho), terçol
  • Timbre aberto – badejo, coeso, grelha, ileso, obeso, obsoleto, coldre, dolo, molho (feixe, conjunto), piloro
  • Timbre fechado – cerda, escaravelho, reses, algoz, colmeia, crosta, molho (caldo)

4. Significado das palavras

Para estudarmos o significado das palavras devemos conhecer os sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos.

  • Palavras sinônimas – duas ou mais palavras identificam-se exatamente ou aproximadamente quanto ao significado. As que se identificam exatamente se dizem sinônimas perfeitas (cara e rosto). As que se identificam por aproximadamente se dizem sinônimas imperfeitas (esperar e aguardar).
  • Palavras antônimas – duas ou mais palavras têm significados contrários, como amor e ódio vitorioso e derrotado
  • Palavras homônimas – duas ou mais palavras apresentam identidade de sons ou de forma, mas de significado diferente.

As palavras homônimas se apresentam como:

  • perfeitas – mesma grafia e mesma pronúncia, mas com classes diferentes

Ex.: caminho (substantivo) e caminho (do verbo caminhar) / cedo (advérbio) e cedo (do verbo ceder) / for (do verbo ser) e for (do verbo ir) / livre (adjetivo) e livre (do verbo livrar) / são (adjetivo) e são (do verbo ser) / serrar (substantivo) e serra (do verbo serrar)

  • homógrafas – mesma grafia e pronúncia diferente

Ex.: colher (substantivo) e colher (do verbo colher) / começo (substantivo) e começo (do verbo começar) / gelo (substantivo) e gelo (do verbo gelar) / torre (substantivo) e torre (verbo torrar)

  • homófonas – grafia diferente e mesma pronúncia

Ex.: acender (pôr fogo) e ascender (subir) / acento (tonicidade de palavras) e assento (lugar para sentar-se) / apreçar (avaliar preços) e apressar (acelerar) / caçar (perseguição e morte de seres vivos) e cassar (anular) / cela (quarto pequeno), sela (arreio de animais) e sela (do verbo selar) / cerrar (fechar) e serrar (cortar) / cessão (doação), seção (divisão) e sessão (tempo de duração de uma apresentação ou espetáculo) / concerto (apresentação musical) e conserto (arrumação) / coser (costurar) e cozer (cozinhar) / sinto (do verbo sentir) e cinto (objeto de vestuário) / taxa (imposto) e tacha (prego pequeno)

Observação
não se deve confundir os homônimos perfeitos com o conceito de polissemia em que as palavras têm mesma grafia, som e classe (ponto de ônibus, ponto final, ponto de vista, ponto de encontro etc.)
  • Palavras parônimas – duas ou mais palavras quando apresentam grafia e pronúncia parecidas, mas significado diferente.

Ex.: área (superfície) e ária (melodia) / comprimento (extensão) e cumprimento (saudação) / deferir (conceder) e diferir (adiar) / descrição (ato de descrever) e discrição (reserva em atos e atitudes) / despercebido (desatento) e desapercebido (despreparado) / emergir (vir a tona, despontar) e imergir (mergulhar) / emigrante (quem sai voluntariamente de seu próprio país para se estabelecer em outro) e imigrante (quem entra em outro país a fim de se estabelecer) / eminente (destacado, elevado) e iminente (prestes a acontecer) / fla grante (evidente) e fragrante (perfumado, aromático) / fluir (correr em estado fluido ou com abundância) e fruir (desfrutar, aproveitar) / inflação (desvalorização da moeda) e infração (violação da lei) / infringir (transgredir) e infligir (aplicar) / ratificar (confirmar) e retificar (corrigir) / tráfego (trânsito de veículos em vias públicas) e tráfico (comércio desonesto ou ilícito) / vultoso (que faz vulto, volumoso ou de grande importância) e vultuoso (acometido de congestão da face)

5. Acentuação gráfica

  • Prosódia
    • São oxítonas:

cateter, Cister, condor, masseter, mister (=necessário), negus (soberano etíope), Nobel, obus (peça de artilharia), novel (novato), ruim (hiato), sutil, ureter, xerox

  • São paroxítonas:

alanos (povo bárbaro), alcácer (fortaleza), ambrosia (manjar delicioso), avaro, avito, aziago, barbaria, batavo (holandês), caracteres, celtiberos, cartomancia, ciclope, decano, diatribe (crítica), edito (lei, decreto), efebo (rapaz que chegou à puberdade), estrupido (grande estrondo), êxul (exilado), filantropo, fortuito (ditongo), gratuito (ditongo), homizio (refúgio), hosana, ibero, imbele (não belicoso), inaudito, látex, libido, luzidio, Madagáscar, maquinaria, matula (súcia; farnel), mercancia (mercadoria), misantropo, necropsia, nenúfar (planta), Normandia, onagro (jumento), ônix, opimo (excelente, abundante), penedia (rochedo), policromo, poliglota, pudico, quiromancia, recorde, refrega (peleja), rócio (orgulho), rubrica, ubíquo

  • São proparoxítonas:

ádvena (forasteiro), aeródromo, aerólito, ágape (refeição dos antigos), álacre, álcali, alcíone, amálgama, anátema, andrógino, anêmona, antífona, antífrase, antístrofe, areópago, aríete, arquétipo, azáfama, bátega, bávaro, bímano, bólido (e), brâmane, cérbero, crisântemo, édito (ordem judicial), égide, elétrodo, etíope (hiato), fagócito, férula, gárrulo, hégira (j), idólatra, ímprobo, ínclito, ínterim, leucócito, lêvedo, ômega, périplo, plêiade, prófugo, protótipo, quadrúmano, revérbero, sátrapa, trânsfuga, vermífugo, zéfiro, zênite.

  • Admitem dupla prosódia:

acróbata ou acrobata, anídrido ou anidrido, Bálcãs ou Balcãs, hieróglifo ou hieroglifo, homília ou homilia, Oceânia ou Oceania, ortoépia ou ortoepia, projétil ou projetil, réptil ou reptil, sáfari ou safari, sóror ou soror, homília ou homilia, zângão ou zangão.

  • Palavras átonas
    • Monossílabos – artigos (combinados ou não com preposições) / pronomes pessoais oblíquos átonos e pronomes relativos / certas preposições (a, de, em, com, por, sem, sem, sob, para) e suas combinações com artigo / certas conjunções (e, nem, ou, mas, que, se) / formas de tratamento (dom, frei, são…)
    • Dissílabos – preposição para, conjunções como e porque, partícula pelo (a/s)
  • Regras de acentuação

Acentuam-se:

  • Monossílabos tônicos terminados em:
    • a(s) – lá, cá, já
    • e(s) – pé, mês, fé
    • o(s) – pó, só, nós
Observação
O monossílabo „que“ recebe acento circunflexo quando substantivado ou em final de frase, já que se torna palavra tônica em tais situações – Ex.: A moça tem um quê especial. / Você não foi à festa por quê? / Estava rindo de quê?
  • Oxítonos terminados em:
    • a(s) – Pará, sofás
    • e(s) – você, cafés
    • o(s) – avô, paletós
    • em, ens – ninguém, armazéns
    • Paroxítonos terminados em:
      • ão(s), ã(s) – órfãos, órfãs
      • ei(s) – jóquei, fáceis
      • i(s) – júri, lápis
      • us – vírus
      • um, uns – álbum, álbuns
      • r – revólver
      • x – tórax
      • n / ons – hífen, prótons
      • l – fácil
      • ps – bíceps
      • ditongos crescentes seguidos ou não de S – ginásio, mágoa, áreas
      • Proparoxítonos – todos são acentuados
      • Ditongos abertos em monossílabos tônicos e oxítonas
        • ói(s) – dói, herói(s)
        • éi(s) – réis, papéis
        • éu(s) – céu(s), troféu(s)
Observação
A nova reforma ortográfica excluiu dessa regra as palavras paroxítonas com esses ditongos abertos tônicos. Portanto NÃO são mais acentuadas palavras como jiboia, apoia (verbo apoiar), ideia, epopeia e assembleia.
  • I e U, seguidos ou não de S, tônicos em hiato com a vogal anterior, sozinhos na sílaba ou seguidos de S – saúde, egoísmo ≠ juiz, ruim

Se o I destes casos vier seguido de NH não será acentuado – rainha, tainha

Observação
A nova reforma ortográfica excluiu dessa regra o caso de I e U separam-se de um ditongo anterior, porque não há hiato efetivamente (uma vez que não se configura a situação de vogal + vogal e sim semivogal + vogal). Portanto NÃO são mais acentuadas palavras como feiura, baiuca e Bocaiuva.
  • Acento diferencial aparece nas seguintes situações:
    • pôr (verbo) X por (prep.)
    • pôde (pretérito perf) X pode (presente do indicativo)
    • ter e vir na 3ª pess. plural, bem como em verbos derivados, recebem acento (ele tem X eles têm / ele vem X eles vêm / ele contém X eles contêm / ele provém X eles provêm)
  Observação
  A nova reforma ortográfica aboliu os demais casos de acento diferencial. Portanto NÃO são mais acentuadas palavras como para (do verbo parar), pelo / pelas / pela (do verbo pelar), pelo(s) (cabelo, penugem), pera (fruta), polo(s) (jogo ou extremidade).
  Observações
 
  • A nova reforma ortográfica aboliu a existência de acento circunflexo nas palavras terminadas pelo hiato oo(s) e nas formas verbais com o hiato eem. Portanto NÃO são mais acentuadas palavras como voo(s), enjoo(s), abençoo, perdoo, creem, deem, leem, veem, releem.
  • A nova reforma ortográfica aboliu o uso do trema, mas a pronúncia das palavras que recebiam tal indicação gráfica não sofrerá alteração. Portanto NÃO recebem mais trema palavras como linguiça, cinquenta, pinguim, delinquente e tranquilo.
  • Alguns problemas de acentuação devem-se a vícios de fala ou pronúncia inadequada de algumas palavras.
  • Nos nomes compostos, considera-se a tonicidade da última palavra para efeito de classificação. As demais palavras que constituem o nome composto são ditas átonas.

Ex.: couve-flor – oxítona, arco-íris – paroxítona

  • Os pronomes oblíquos átonos o/a/os/as podem transformar-se em lo/la/los/las ou no/na/nos/nas em função da terminação verbal. Quando os verbos terminam por R/S/Z ou no caso de mesóclise (R), geram acentuação se a forma verbal (sem o pronome) tiver seu acento justificado por alguma regra.

Ex.: comprá-la, vendê-los, substituí-lo, comprá-la-íamos ≠ parti-los

   
   

6. Reforma ortográfica de 2008

A proposta de unificação ortográfica tem por principal objetivo facilitar o intercâmbio cultural e político entre as oito comunidades falantes de língua portuguesa no mundo. Como as línguas não são estáticas no tempo e no espaço, há a necessidade de rever os princípios que regem o funcionamento lingüístico, a fim de não gerar um afastamento muito grande entre a teoria e o uso do idioma.

Na próxima reforma, o que se estará implementando é um conjunto de princípios ortográficos, mas pode ser também uma boa oportunidade para se discutir mais questões referentes ao idioma. Vários especialistas na área de língua portuguesa já apontaram a necessidade de discutir o chamado „preconceito lingüístico“ que torna muitos falantes „analfabetos“ em sua própria língua quando se trata do uso do chamado registro „culto“. Ainda que não sejam profundas alterações, a reforma ortográfica já abre um bom precedente para essa discussão.

O esclarecimento à população, entretanto, não está sendo feito a contento e a maioria dos falantes nem sabe quais serão as mudanças propostas. Os próprios professores de Língua Portuguesa desconhecem o teor da reforma e muito se ouvem versões equivocadas de quais sejam os princípios mudados.

Podemos observar alguns itens dessa reforma para exemplificar: a retirada de letras de algumas palavras na versão portuguesa da língua também auxilia na leitura de textos escritos intercambiados entre países: baptismo vira batismo, adopção vira adoção e húmido vira úmido. A inclusão de „k“, „w“ e „y“ no alfabeto, que passa a ter oficialmente 26 letras, apenas reconhece o que de fato já ocorre. Vários nomes próprios registram essas letras, além das versões em português do editor de textos mais usado no Brasil (Word – Microsoft), que dispõem de mecanismos de inclusão automática de tais letras.

Todo processo de mudança está atrelado a um tempo de adaptação e a um ônus. Por isso, a resistividade a quaisquer mudanças é natural. Obviamente, essas alterações implicarão custos com edição de dicionários, reestruturação em gramáticas e programas de revisão ortográfica, além de todos os livros que nos rodeiam. Já passamos por um processo parecido em 1971, quando a última reforma ortográfica foi implantada no Brasil. Estamos, hoje, prontos para novas mudanças em respeito à vitalidade de qualquer idioma.

Enquanto professora de Língua Portuguesa, acredito que precisamos informar a todos os falantes sobre as mudanças e garantir um tempo de adaptação.

De uma maneira geral, algumas alterações são mais relevantes para Portugal que para o Brasil, como é o caso da supressão de letras. Em outros casos, as novas regras podem ser pouco chocantes para os usuários brasileiros, como é a retirada do trema.

A informação deve chegar, prioritariamente, aos professores de Português para que possam ser multiplicadores para seus alunos em processo de escolarização. Para os alunos, é fundamental, além de ensinar os novos princípios, explicar os motivos das alterações e deixar clara a finalidade das mudanças. A partir do momento que se entende a dimensão da reforma em nível mundial, pode-se empreender um esforço para conhecer novos princípios lingüísticos.

Há que se considerar que os alunos ainda em processo de escolarização são falantes privilegiados porque podem conhecer primeiro e melhor a reforma. Muitas vezes, os próprios estudantes são agentes difusores das mudanças no referencial de cultura de uma nação.

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